Analisar o processo de transição entre as duas versões do Sistema de Informações da Diretoria de Impacto Social, destacando o papel das estratégias, princípios e práticas de aprendizagem organizacional na reconstrução participativa do sistema no Escritório de Projetos.
O relato evidencia empiricamente que o Escritório de Projetos pode ser espaço de aprendizagem organizacional, não apenas de controle. A originalidade está em mostrar que a confiança entre equipes foi condição precursora para externalizar conhecimento tácito e romper silos.
Pesquisa qualitativa, aplicada e descritivo-interpretativa, estruturada pela lógica CIMO. As fontes de dados incluem observação participante, análise documental e oito entrevistas semiestruturadas com pontos focais das carteiras e do Escritório de Projetos, analisadas por categorização temática e triangulação.
Os dados sugerem que a confiança intuitiva construída nos encontros participativos viabilizou a externalização do conhecimento tácito das equipes, que foi integrado coletivamente e institucionalizado no sistema, gerando aprendizados que transcenderam o artefato criado.
O relato articula aprendizagem organizacional, criação do conhecimento e gestão de partes interessadas, demonstrando como Argyris e Schön (1996), Nonaka, Toyama e Konno (2000), Crossan, Maurer e White (2011) e Oliveira e Rabechini Junior (2019) se complementam na explicação da transição organizacional.
O relato evidencia que investir no processo de desenvolvimento participativo pode ser tão relevante quanto investir no produto final. Escuta ativa, transparência e construção progressiva de confiança são condições para aprendizagem organizacional genuína e duradoura em Escritórios de Projetos.
To analyze the transition process between the two versions of the Information System of the Social Impact Directorate, highlighting the role of organizational learning strategies, principles, and practices in the participatory reconstruction of the system within the Project Management Office.
The report shows empirically that the Project Management Office can be a space for organizational learning, not merely control. The originality lies in showing that trust between teams was a precursor condition for externalizing tacit knowledge and breaking down silos.
Qualitative, applied, and descriptive-interpretive research, structured by the CIMO logic. Data sources include participant observation, documentary analysis, and eight semi-structured interviews with focal points from the portfolios and the Project Management Office, analyzed through thematic categorization and triangulation.
The data suggest that intuitive trust built in participatory meetings enabled the externalization of tacit knowledge from the teams, which was collectively integrated and institutionalized in the system, generating learning that transcended the artifact created.
The report articulates organizational learning, knowledge creation, and stakeholder management, demonstrating how Argyris and Schön (1996), Nonaka, Toyama and Konno (2000), Crossan, Maurer and White (2011), and Oliveira and Rabechini Junior (2019) complement each other in explaining the organizational transition.
The report provides evidence that investment in the participatory development process can be as relevant as investment in the final product. Active listening, transparency, and progressive trust-building are conditions for organizational learning to occur genuinely and durably in Project Management Offices.