Analisar como a percepção da Qualidade de Vida no Trabalho se diferencia entre setores organizacionais de uma empresa do setor de sementes forrageiras.
O estudo evidencia que diagnósticos agregados de QVT podem ocultar demandas, fragilidades e potencialidades específicas entre setores, contribuindo para análises mais segmentadas e alinhadas às particularidades internas das organizações.
Realizou-se pesquisa qualitativa e descritiva, por meio de entrevistas semiestruturadas com 14 colaboradores de diferentes setores. Os dados foram examinados mediante análise de conteúdo, utilizando as oito dimensões do Modelo de Walton como categorias analíticas.
Os resultados indicam diferenças setoriais nas condições físicas de trabalho, comunicação com gestores, uso e desenvolvimento de capacidades, clareza normativa, oportunidades de crescimento e acesso ao atendimento psicológico, especialmente entre o setor produtivo.
A pesquisa amplia a aplicação do Modelo de Walton ao utilizá-lo em uma análise comparativa interna entre setores organizacionais, demonstrando sua utilidade para identificar dimensões da QVT que se manifestam de forma distinta dentro de uma mesma organização.
Os achados oferecem subsídios para práticas de gestão de pessoas mais direcionadas, especialmente em infraestrutura, comunicação, clareza de normas, acesso a benefícios e políticas de cuidado, contribuindo para ambientes de trabalho mais saudáveis, equitativos e humanizados.
To analyze how perceptions of Quality of Work Life differ across organizational sectors in a forage seed company.
The study shows that aggregate QWL diagnoses may conceal specific demands, weaknesses, and potentialities across sectors, contributing to more segmented analyses aligned with the internal particularities of organizations.
A qualitative and descriptive study was conducted through semi-structured interviews with 14 employees from different sectors. Data were examined using content analysis, with the eight dimensions of Walton’s Model as analytical categories.
The results indicate sectoral differences in physical working conditions, communication with managers, use and development of capacities, clarity of norms, growth opportunities, and access to psychological support, especially between the production sector and the other sectors analyzed.
The research extends the application of Walton’s Model by using it in an internal comparative analysis across organizational sectors, demonstrating its usefulness for identifying QWL dimensions that manifest differently within the same organization.
The findings provide support for more targeted people management practices, especially regarding infrastructure, communication, clarity of rules, access to benefits, and care policies, contributing to healthier, more equitable, and more humanized work environments.