Integrar a metacognição à Teoria do Comportamento Planejado para explicar a intenção empreendedora e avaliar se essa intenção se altera após uma disciplina obrigatória de empreendedorismo baseada em metodologias ativas.
O estudo aproxima educação empreendedora, metacognição e intenção em um mesmo quadro explicativo, examinando mecanismos cognitivos associados ao controle comportamental percebido e combinando evidências estruturais com mudanças observadas ao longo de uma experiência educacional.
Adotou-se um desenho complementar em duas etapas: modelagem de equações estruturais baseada em 336 estudantes de graduação e análise pré-pós com 50 participantes pareados. A mudança na intenção empreendedora foi examinada por teste t pareado e Cohen’s d.
O conhecimento metacognitivo associou-se ao controle comportamental percebido, que apresentou a relação mais forte com a intenção empreendedora. O modelo explicou 46,2% de sua variância. Após a disciplina, a intenção aumentou de 3,1 para 3,5, com efeito médio.
A pesquisa posiciona o conhecimento metacognitivo como antecedente cognitivo do julgamento de viabilidade dentro da Teoria do Comportamento Planejado e demonstra a utilidade de combinar modelagem estrutural e avaliação pré-pós sem confundir associação estrutural com evidência causal longitudinal.
Os resultados indicam que disciplinas obrigatórias podem ampliar o acesso a experiências empreendedoras e sugerem que projetos, validação de mercado, simulações, reflexão e contato com empreendedores sejam organizados para desenvolver julgamento, capacidade de adaptação e percepção de controle.
To integrate metacognition into the Theory of Planned Behavior to explain entrepreneurial intention and assess whether intention changes after a compulsory entrepreneurship course based on active learning methodologies.
The study connects entrepreneurship education, metacognition, and intention within a common explanatory framework, examining cognitive mechanisms associated with perceived behavioral control while combining structural evidence with changes observed during an educational experience.
A complementary two-stage design combined structural equation modeling using data from 336 undergraduate students with a pre-post analysis of 50 matched participants. Changes in entrepreneurial intention were examined using a paired-samples t test and Cohen’s d.
Metacognitive knowledge was associated with perceived behavioral control, which showed the strongest relationship with entrepreneurial intention. The model explained 46.2% of its variance. Following the course, intention increased from 3.1 to 3.5, representing a medium within-person effect.
The study positions metacognitive knowledge as a cognitive antecedent of feasibility judgments within the Theory of Planned Behavior and shows the value of combining structural modeling with pre-post assessment without treating structural associations as longitudinal causal evidence.
The findings indicate that compulsory courses can broaden access to entrepreneurial experiences and suggest organizing venture projects, market validation, simulations, reflection, and interaction with entrepreneurs to develop judgment, adaptive capacity, and perceived behavioral control.