Propor, fundamentar e demonstrar o Design Future, modelo integrado de design de futuros voltado à inovação, que articula design thinking, speculative design, taxonomia dos futuros e prospecção estratégica numa arquitetura única e operacionalizável.
Os instrumentos para trabalhar com futuros existem, mas encontram-se dispersos entre tradições que raramente dialogam. O estudo enfrenta essa dispersão propondo uma síntese inexistente na literatura, traduzida para vocabulário de uso direto e orientada à decisão de inovação.
Pesquisa teórica, exploratória e qualitativa, com revisão narrativa seguida de síntese teórica, filiada à design science. A construção seguiu três planos de projeto, avaliados por coerência interna, rastreabilidade dos elementos e operacionalidade por não especialistas.
Obteve-se um modelo de três camadas, uma bússola de futuros que reformula o cone em quatro categorias operacionais, um percurso de doze ferramentas com derivação rastreável e uma ancoragem que converte exploração em decisão.
A síntese especifica relações antes não formuladas, a precedência da leitura de futuros sobre a ideação, a incorporação da pergunta prospectiva em cada etapa do projeto e a completude da exploração apenas quando ancorada em decisão.
Ao traduzir instrumentos consagrados para vocabulário operacional, o modelo reduz a barreira de entrada que mantém a prospecção restrita a especialistas, ampliando o acesso à antecipação de futuros na estratégia e na gestão de pessoas.
To propose, ground and demonstrate Design Future, an integrated futures-design model for innovation that articulates design thinking, speculative design, futures taxonomy and strategic foresight into a single operable architecture.
Instruments for futures work already exist but remain dispersed across traditions that rarely converse. The study addresses this dispersion by proposing a synthesis absent from the literature, translated into directly usable vocabulary and oriented to innovation decisions.
Theoretical, exploratory and qualitative research, combining narrative review with theory synthesis, aligned with design science. Construction followed three design planes, assessed for internal coherence, traceability of elements and operability by non-specialists.
A three-layer model was obtained: a futures compass reformulating the cone into four operational categories, a twelve-tool pathway with traceable derivation, and a strategic anchoring that converts exploration into decision.
The synthesis specifies previously unformulated relations: the precedence of futures reading over ideation, the embedding of the prospective question in every design stage, and the completion of exploration only when anchored in decision.
By translating established instruments into operational vocabulary, the model lowers the entry barrier that keeps foresight restricted to specialists, widening access to futures anticipation in strategy and people management.