Analisar como as habilidades percebidas de gestão do tempo se associam à ansiedade-traço entre profissionais de áreas administrativas da indústria, distinguindo organização instrumental de controle temporal percebido.
Com a exigibilidade dos riscos psicossociais na NR-1, importa saber se estar organizado equivale a experimentar controle. O estudo mostra que não, e documenta uma auditoria de codificação raramente reportada em pesquisa aplicada.
Levantamento transversal quantitativo com 116 profissionais administrativos de indústrias catarinenses, usando ATMS e STAI-traço. Correlações de Spearman, intervalos por bootstrap com 5.000 reamostragens e correção de Holm, precedidas de auditoria de polaridade dos itens.
O escore total do ATMS associou-se negativamente à ansiedade-traço (rho = -0,217). Entre os agrupamentos, Controle (-0,394) e Emoção (-0,323) foram significativos; Organização, o agrupamento mais confiável, não apresentou associação.
Sustenta que organização instrumental e controle temporal não são equivalentes e evidencia que a auditoria de polaridade dos itens altera a confiabilidade da medida e, com ela, a precisão de todas as estimativas subsequentes.
Indica que programas de produtividade individual não substituem a análise de carga, previsibilidade, interrupções, autonomia e suporte, distinção necessária para a implementação da NR-1 em áreas administrativas industriais.
To analyse how perceived time management skills relate to trait anxiety among administrative professionals in manufacturing firms, distinguishing instrumental organisation from perceived temporal control.
As psychosocial risks become enforceable under Brazilian NR-1, it matters whether being organised equals experiencing control. The study shows it does not, and documents a coding audit rarely reported in applied research.
Cross-sectional quantitative survey of 116 administrative professionals in manufacturing firms, using ATMS and STAI-trait. Spearman correlations, bootstrap intervals with 5,000 resamples and Holm correction, preceded by an item polarity audit.
Total ATMS scores were negatively associated with trait anxiety (rho = -0,217). Among groupings, Control (-0,394) and Emotion (-0,323) were significant, whereas Organisation, the most reliable grouping, showed no association.
It argues that instrumental organisation and temporal control are not equivalent, and shows that auditing item polarity changes the reliability of the measure and, with it, the precision of every subsequent estimate.
It indicates that individual productivity programmes do not replace analysis of workload, predictability, interruptions, autonomy and support, a distinction required for implementing NR-1 in industrial administrative areas.