Construir e ancorar o conceito de orquestração colaborativa, sintetizando três construtos precursores — orquestração de recursos, orquestração de redes e orquestração de ecossistemas — em uma definição operacional aplicável a implementações triádicas de software empresarial.
O termo orquestração colaborativa carece de definição padronizada na literatura. Este estudo é o primeiro a sintetizar os construtos precursores em uma definição operacionalizável voltada ao contexto triádico fornecedor–parceiro–cliente em implementações de software empresarial.
Análise conceitual híbrida combinando o procedimento de oito etapas de Walker e Avant (2019) com a interpretação evolucionária de Rodgers (1989), aplicada a uma amostra sistemática de 38 fontes abrangendo sete disciplinas e o período de 1991 a 2026.
Seis atributos definidores constituem o cluster do conceito: ator central proposital, integração de recursos multiator, acoplamento governança-coordenação, adaptabilidade dinâmica, orientação para resultados coletivos e complementaridade de mecanismos formais-informais. Nenhum atributo é individualmente necessário; todos co-constituem o fenômeno.
O estudo sintetiza tradições paralelas — visão baseada em recursos, teoria de governança em redes e capacidades dinâmicas — em um único construto inter-organizacional, e demonstra a viabilidade da análise conceitual como método de construção de constructos em pesquisa em sistemas de
A definição operacional produzida orienta gestores na estruturação da governança triádica, distinguindo quando um orquestrador central é necessário de quando mecanismos horizontais de governança e aprendizagem são suficientes para o sucesso da implementação.
To construct and ground the concept of collaborative orchestration by synthesizing three ancestor constructs — resource orchestration, network orchestration, and ecosystem orchestration — into an operational definition applicable to triadic enterprise software implementations involving vendor, partner, and client organizations.
The term collaborative orchestration lacks a standardized definition in the literature. This study is the first to synthesize its ancestor constructs into an operationalizable definition tailored to the triadic vendor–partner–client context of complex enterprise software implementations.
A hybrid concept analysis combining Walker and Avant's (2019) eight-step procedure with Rodgers' (1989) evolutionary interpretation, applied to a systematic cross-disciplinary sample of 38 sources spanning seven disciplines and the period from 1991 to 2026.
Six defining attributes constitute the concept cluster: purposive central actor, multi-actor resource integration, governance-coordination coupling, dynamic adaptability, collective outcome orientation, and formal-informal mechanism complementarity. No attribute is individually necessary; all six co-constitute the phenomenon.
The study synthesizes parallel traditions — resource-based view, network governance theory, and dynamic capabilities — into a single inter-organizational construct, and demonstrates concept construction as a viable method for grounding emerging constructs in management and information systems research.
The operational definition guides practitioners in structuring triadic governance, distinguishing when a central orchestrator is required from when horizontal governance and learning mechanisms are sufficient for implementation success across vendor–partner–client configurations.