Resumo

Título

O FIM DA MORTE? A CLONAGEM DE ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO E A DISSOLUÇÃO TECNOLÓGICA DAS FRONTEIRAS ENTRE A VIDA E A MORTE
The end of death? The cloning of pets and the technological blurring of the boundaries between life and death.
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Área / Tema

Marketing
Comportamento do Consumidor

Autores

Pedro Paulo Santos Cavalcante – Escola Superior de Propaganda e Marketing - ESPM
Larissa Luz Raposo – ESPM
Suzane Strehlau – ESPM

Resumo

Objetivo do estudo

Compreender como a clonagem de animais de estimação opera como estratégia tecnológica de enfrentamento da finitude, articulando as teorias do self estendido, Terror Management Theory (TMT) e pós-humanismo na relação entre consumo, identidade e morte.

Relevância/originalidade

O estudo avança ao analisar a clonagem de pets para além da biotecnologia, interpretando-a como prática de gestão do luto e continuidade identitária. Propõe o conceito original de “necroextensão afetiva”, conectando consumo, tecnologia e finitude.

Metodologia/abordagem

Adotou-se abordagem qualitativa fenomenológica, com 18 entrevistas semiestruturadas realizadas com tutores e profissionais da indústria de clonagem, complementadas pela análise de 18 discussões no Reddit, totalizando 80.690 palavras analisadas.

Principais resultados

Os resultados indicam que a clonagem funciona como ritual contemporâneo de gerenciamento do luto, oferecendo sensação de continuidade afetiva e controle sobre a morte, ao restaurar simbolicamente o vínculo identitário entre tutor e animal.

Contribuições teóricas/metodológicas

O estudo amplia as teorias do self estendido e da TMT ao demonstrar que tecnologias biotecnológicas podem materializar estratégias de continuidade identitária, propondo a necroextensão afetiva como novo conceito para compreender vínculos pós-morte mediados pela tecnologia.

Contribuições sociais/para a gestão

Os achados auxiliam empresas e reguladores a compreenderem a vulnerabilidade emocional dos consumidores desse mercado, indicando a necessidade de práticas éticas, comunicação transparente e suporte emocional em serviços relacionados à clonagem de pets.

Palavras-chave: TMT, Self Estendido, Poshumanismo, Clonagem, Animais de Estimação

Abstract

Study purpose

To understand how pet cloning operates as a technological strategy for coping with finitude, articulating Extended Self, Terror Management Theory (TMT), and posthumanism within the relationship between consumption, identity, and death.

Relevance / originality

The study advances the literature by analyzing pet cloning beyond biotechnology, interpreting it as a practice of grief management and identity continuity. It proposes the original concept of “affective necroextension,” connecting consumption, technology, and finitude.

Methodology / approach

A qualitative phenomenological approach was adopted, involving 18 semi-structured interviews with pet owners and cloning industry professionals, complemented by the analysis of 18 Reddit discussions, totaling 80,690 analyzed words.

Main results

The findings indicate that cloning functions as a contemporary ritual of grief management, providing a sense of affective continuity and control over death by symbolically restoring the identity bond between owner and animal.

Theoretical / methodological contributions

The study expands Extended Self and Terror Management Theory by demonstrating that biotechnological technologies can materialize strategies of identity continuity, proposing affective necroextension as a new concept for understanding post-death bonds mediated by technology.

Social / management contributions

The findings help companies and regulators understand the emotional vulnerability of consumers in this market, highlighting the need for ethical practices, transparent communication, and emotional support in pet cloning services.

Keywords: TMT, Extended Self, Post-humanism, Cloning, Pets