Propor, fundamentar e operacionalizar o Lean Future, metodologia que aplica a disciplina enxuta de eliminação de desperdício ao trabalho com futuros de longo prazo, sem incorrer no imediatismo do lean nem na paralisia dos cenários prospectivos.
A capacidade prospectiva tem retorno demonstrado, mas o custo a mantém concentrada em organizações que já dispõem de recursos O estudo articula dois campos raramente integrados, a abordagem enxuta e os estudos de futuros, e propõe o construto inédito de Futuro Mínimo.
Ensaio teórico propositivo do tipo síntese teórica, alinhado à design science. Revisão narrativa integrativa dos dois campos, identificação de conceitos-ponte de dupla pertença e derivação da metodologia e dos instrumentos, avaliados por consistência, ancoragem, operacionalidade e testabilidade.
Formularam-se um deslocamento epistemológico, o Futuro Mínimo Viável, uma definição operacional de desperdício prospectivo, um ciclo de cinco tempos, um canvas de oito blocos e oito instrumentos com derivação rastreável.
A síntese produz constructo ausente em ambos os campos de origem e especifica a relação entre economia de esforço e horizonte temporal de validação. A redefinição operacional de muda no domínio prospectivo fundamenta a filiação enxuta da metodologia.
Ao reduzir o custo de entrada no trabalho prospectivo, a metodologia amplia o acesso à antecipação de transições por organizações que hoje estão excluídas dela, sobretudo em contextos de sustentabilidade.
To propose, ground and operationalize Lean Future, a methodology that applies the lean discipline of waste elimination to long-term futures work, avoiding both the short-termism of lean and the paralysis of conventional scenario planning.
Foresight capability has demonstrated returns, yet its cost keeps it concentrated in resource-rich organizations. The study bridges two rarely integrated fields, lean thinking and futures studies, and proposes the novel construct of the Minimum Viable Future.
Propositional theoretical essay of the theory-synthesis type, aligned with design science. Integrative narrative review of both fields, identification of dual-belonging bridging concepts, and derivation of the methodology and instruments, assessed for consistency, grounding, operability and testability.
The study formulates an epistemological shift, the Minimum Viable Future, an operational definition of prospective waste, a five-stage cycle, an eight-block canvas and eight instruments with traceable derivation.
The synthesis yields a construct absent from both source fields and specifies the relation between effort economy and validation time-horizon. The operational redefinition of muda in the prospective domain grounds the methodology's lean affiliation.
By lowering the entry cost of futures work, the methodology widens access to the anticipation of transitions for organizations currently excluded from it, especially in sustainability contexts.