Mapear, por revisão estruturada da literatura, o percurso que liga metodologias ativas de aprendizagem ao desenvolvimento de competências individuais em contextos organizacionais, e examinar que evidência empírica sustenta a conversão dessas competências em valor organizacional.
A literatura de aprendizagem ativa consolidou-se em educação formal e sua tradução para o contexto organizacional permanece dispersa. O estudo é original ao converter esse percurso em modelo de passagens condicionadas e verificar, separadamente, o lastro empírico de cada uma.
Revisão estruturada segundo o protocolo SPAR-4-SLR e as diretrizes PRISMA 2020. Buscas na Web of Science e na Scopus recuperaram 279 registros; após filtros, deduplicação, triagem e emenda de protocolo, 17 artigos compuseram o corpus analisado.
A literatura documenta com mais consistência as condições de cada passagem do que os efeitos dos métodos. Nenhum estudo operacionaliza engajamento e apenas um modela desempenho organizacional. Evidência empírica contesta a premissa de conversão automática entre formação e capacidade.
Converte um percurso implícito em modelo explícito de passagens condicionadas, cada uma com condições próprias e ponto de interrupção; especifica essas condições por nível; e demonstra que a premissa de que métodos ativos produzem engajamento permanece pressuposta e não verificada.
Desloca o foco da escolha de métodos para a arquitetura de suporte, mentoria e integração. Indica que a avaliação de programas deve distinguir aquisição de manutenção, e que a expectativa de retorno organizacional carece de base empírica proporcional.
To map, through a structured literature review, the pathway linking active learning methodologies to the development of individual competences in organizational contexts, and to examine what empirical evidence supports converting those competences into organizational value.
Active learning literature consolidated in formal education, and its translation to organizational settings remains dispersed. The study is original in converting this pathway into a model of conditioned passages and separately verifying the empirical grounding of each.
Structured review under the SPAR-4-SLR protocol and PRISMA 2020 guidelines. Searches in Web of Science and Scopus retrieved 279 records; after filters, deduplication, screening and a protocol amendment, 17 articles composed the analysed corpus.
The literature documents the conditions of each passage more consistently than the effects of methods. No study operationalizes engagement and only one models organizational performance. Empirical evidence contests the premise of automatic conversion between training and capability.
It converts an implicit pathway into an explicit model of conditioned passages, each with its own conditions and interruption point; specifies those conditions by level; and shows that the premise that active methods produce engagement remains assumed and unverified.
It shifts focus from choosing methods to designing support, mentoring and integration. It indicates that programme evaluation must distinguish acquisition from maintenance, and that expected organizational returns lack proportional empirical grounding.