Este estudo analisa como a autoeficácia contribui para o enfrentamento de barreiras no ambiente de negócios digitais. O foco recai sobre a experiência de mulheres empreendedoras residentes no Rio Grande do Norte,que atuam em formatos híbridos ou digitais.
A pesquisa inova ao integrar o construto da autoeficácia às dinâmicas de gênero no ecossistema digital. O trabalho preenche uma lacuna sobre como influências sociais e ambientais afetam a mobilização desse recurso psicológico para superar barreiras virtuais específicas.
Adotou-se uma abordagem qualitativa e exploratória, realizando doze entrevistas semiestruturadas com empreendedoras potiguares. A análise dos dados seguiu a técnica de conteúdo de Bardin, fundamentada em pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados com triangulação teórica.
A autoeficácia atua como recurso de agência para enfrentar a sobrecarga, a atuação solo e pressões estéticas. Estratégias pautadas na originalidade do conteúdo revelam a confiança das mulheres em sua capacidade de sustentar uma identidade autoral competitiva.
Teoricamente, o estudo demonstra que dimensões cognitivas e emocionais são fatores estruturantes para enfrentar a desigualdade de oportunidades digital. Metodologicamente, oferece uma análise densa que articula relatos práticos às categorias analíticas da teoria social cognitiva.
Sugere que políticas de apoio ao empreendedorismo feminino devem incluir letramento digital e suporte psicossocial. É fundamental fomentar redes de apoio para mitigar o isolamento da atuação solo e proteger a saúde mental das empreendedoras no ambiente virtual.
This study analyzes how self-efficacy contributes to overcoming barriers in the digital business environment. The focus is on the experiences of women entrepreneurs residing in the state of Rio Grande do Norte, Brazil, who operate through hybrid or fully digital business models.
The research is innovative in integrating the construct of self-efficacy with gender dynamics within the digital ecosystem It addresses a gap in the literature concerning how social and environmental influences affect the mobilization of this psychological resource to overcome specific barriers.
A qualitative and exploratory approach was adopted, based on twelve semi-structured interviews with women entrepreneurs from Rio Grande do Norte Data analysis followed Bardin’s content analysis technique, comprising the stages of pre-analysis, material exploration, and treatment and interpretation of results, supported.
Self-efficacy acts as an agency-related resource for coping with work overload, solo entrepreneurship, and aesthetic pressures. Strategies based on content originality reveal women’s confidence in their ability to sustain a competitive and distinctive authorial identity.
From a theoretical perspective, the study demonstrates that cognitive and emotional dimensions are structural factors in addressing inequality of opportunities in digital environments. Methodologically, it provides an in-depth analysis that connects practical accounts with the analytical categories of social cognitive theory.
The study suggests that policies supporting women’s entrepreneurship should incorporate digital literacy and psychosocial support. Fostering support networks is essential to mitigate the isolation associated with solo entrepreneurship and to safeguard women entrepreneurs’ mental health in virtual environments.