Analisar o potencial teórico-pedagógico dos role plays como estratégia de aprendizagem experiencial para traduzir os microfundamentos das capacidades dinâmicas (sensing, seizing, transforming) em contextos de transformação digital na saúde, a partir da análise conceitual de um role play estruturado.
O estudo integra pela primeira vez os microfundamentos de Teece (2007) ao ciclo de aprendizagem experiencial de Kolb (1984), propondo o role play como "simulação epistemológica" que aproxima teoria e prática pedagógica em contextos setoriais de alta complexidade organizacional.
Estudo teórico-aplicado, qualitativo e descritivo-analítico, baseado no mapeamento conceitual de um role play de quatro cenas aplicado em disciplina de pós-graduação stricto sensu, ambientado em cenário fictício de transformação digital em rede oncológica integrada.
As cenas do role play foram alinhadas aos microfundamentos de sensing, seizing e transforming, articulados aos estágios do ciclo de Kolb, evidenciando coerência teórico-pedagógica na tradução de conceitos estratégicos abstratos em experiência dramatizada.
O estudo aproxima capacidades dinâmicas e aprendizagem experiencial, propondo os role plays como dispositivos de tradução teórico-pedagógica e oferecendo um framework replicável para estruturar simulações que articulem microfundamentos organizacionais a processos individuais de aprendizagem.
O framework pode subsidiar docentes de graduação, pós-graduação e educação executiva na criação de atividades experienciais para ensino de estratégia e transformação digital, com potencial de adaptação a diferentes setores intensivos em regulação e inovação.
To analyze the theoretical-pedagogical potential of role plays as an experiential learning strategy to translate the microfoundations of dynamic capabilities (sensing, seizing, transforming) into digital transformation contexts in healthcare, through conceptual analysis of a structured role play.
The study integrates, for the first time, Teece's (2007) microfoundations with Kolb's (1984) experiential learning cycle, proposing role play as an "epistemological simulation" that bridges theory and pedagogical practice within highly complex organizational settings.
Theoretical-applied, qualitative, descriptive-analytical study based on the conceptual mapping of a four-scene role play applied in a stricto sensu graduate course, set in a fictional digital transformation scenario within an integrated oncology healthcare network.
Role play scenes were aligned with the sensing, seizing, and transforming microfoundations, articulated with Kolb's learning cycle stages, evidencing theoretical-pedagogical coherence in translating abstract strategic concepts into dramatized experience Theoretical / methodological contributions (30 words) The study bridges dynamic capabilities and experiential.
The study bridges dynamic capabilities and experiential learning, proposing role plays as theoretical-pedagogical translation devices and offering a replicable framework for structuring simulations that articulate organizational microfoundations with individual learning processes.
The framework can support graduate, postgraduate, and executive education instructors in designing experiential activities for teaching strategy and digital transformation, with potential adaptation to different highly regulated and innovation-intensive sectors.