Este estudo analisa como práticas de Gestão de Recursos Humanos atuam como mecanismos integrados que favorecem ou restringem o Comportamento Inovador no Trabalho, propondo modelo que conecta dimensões sociais, cognitivas e ambientais e identifica barreiras estruturais e relacionais à inovação nas organizações.
A originalidade do estudo reside na compreensão das práticas de Gestão de Recursos Humanos como um sistema integrado, superando abordagens fragmentadas. Sua relevância está em demonstrar como mecanismos sociais, cognitivos e ambientais, conjuntamente, sustentam ou restringem o Comportamento Inovador no Trabalho organizacional.
Estudo qualitativo baseado em entrevistas semiestruturadas com 12 profissionais de GRH do Rio Grande do Sul, selecionados por bola de neve até a saturação teórica. Dados coletados online entre fevereiro e abril de 2025 receberam análise de conteúdo sistemática via NVivo 15.
Os resultados indicam que práticas de GRH promovem CIT ao ativarem mecanismos sociais, cognitivos e ambientais. Segurança psicológica, colaboração, comunicação, autonomia e aprendizagem contínua favorecem a inovação, enquanto rigidez estrutural, insegurança relacional e desalinhamento estratégico também restringem comportamentos inovadores nas organizações.
O estudo avança teoricamente as pesquisas sobre GRH e CIT ao propor um modelo integrativo que conecta mecanismos sociais, cognitivos e ambientais. Metodologicamente, apresenta uma abordagem qualitativa orientada pela teoria, combinando categorias analíticas a priori com evidências multissetoriais de profissionais de RH.
Os resultados orientam profissionais de RH e líderes a formular práticas coerentes que promovam segurança psicológica, colaboração, autonomia, comunicação e aprendizagem contínua. Socialmente, o estudo favorece ambientes inclusivos e baseados em confiança para trabalhadores desenvolverem e implementarem ideias sem medo de consequências.
This study analyzes how Human Resource Management practices operate as integrated mechanisms that enable or constrain Innovative Work Behavior from the perspective of HR professionals, proposing a framework that connects social, cognitive, and environmental dimensions and identifies structural and barriers to innovation
The study’s originality lies in conceptualizing Human Resource Management practices as an integrated system, moving beyond fragmented approaches. Its relevance stems from demonstrating how social, cognitive, and environmental mechanisms jointly sustain or constrain Innovative Work Behavior and translate organizational strategy into innovation.
Methodology A qualitative design was adopted, collecting data through semi-structured, in-depth interviews with 12 HRM professionals from Rio Grande do Sul, Brazil A 14-question protocol was reviewed by two HRM professionals for continent validity Participants were selected via snowball sampling until theoretical
The findings indicate that HRM practices foster IWB by jointly activating social, cognitive, and environmental mechanisms. Psychological safety, collaboration, communication, autonomy, and continuous learning enhance innovation, whereas structural rigidity, relational insecurity, and misalignment between employee qualifications and organizational strategy constrain innovative behavior.
The study theoretically advances HRM and IWB research by proposing an integrative framework connecting social, cognitive, and environmental mechanisms. Methodologically, it provides a theory-informed qualitative approach that combines a priori analytical categories with empirical evidence from HR professionals across diverse organizational sectors.
The findings guide HR professionals and organizational leaders in designing coherent practices that promote psychological safety, collaboration, autonomy, communication, and continuous learning. Socially, the study supports inclusive and trust-based workplaces where employees can voice, develop, and implement ideas without fear of consequences.