Examinar como quatro dimensões de governança (Governança Decisória, Envolvimento de Stakeholders, Fluxo de Informação e Responsabilidade Social) se manifestam na prática de um projeto de impacto socioambiental empresarial, por meio de estudo de caso único exploratório de um projeto de dragagem.
Projetos de impacto socioambiental empresariais colocam em tensão a lógica contratual da teoria da agência e a lógica normativa dos stakeholders. As quatro dimensões propostas para organizar essa tensão resultam de síntese interpretativa da literatura, pouco testada empiricamente.
Estudo de caso único exploratório (Yin, 2015), com entrevista semiestruturada com gestor responsável por uma fase de projeto de dragagem na Baía de Guanabara, complementada por documentação pública. Dados tratados por análise de conteúdo (Bardin, 2009), com apoio de software Atlas TI.
As quatro dimensões não operam de forma independente, mas são organizadas por uma lógica contratual e de controle que trata a dimensão social como restrição a administrar, e não como objetivo deliberado de governança, um código emergente não antecipado pela literatura.
Oferece indícios iniciais sobre a manifestação prática de uma estrutura analítica pouco explorada em campo, sugerindo que a lógica contratual pode operar como mecanismo organizador das quatro dimensões de governança, e aproxima as literaturas de teoria da agência, stakeholders e legitimidade social.
Oferece a gestores de projetos semelhantes sinais de atenção práticos, como a ausência de mapeamento formal de stakeholders na concepção e a dependência de canais reativos de comunicação, que podem orientar ajustes na condução de projetos futuros voltados à legitimidade social.
To examine how four governance dimensions (Decision-Making Governance, Stakeholder Engagement, Information Flow, and Social Responsibility) manifest in the practice of a corporate socioenvironmental impact project, through a single exploratory case study of a dredging project.
Corporate socioenvironmental impact projects create tension between the contractual logic of agency theory and the normative logic of stakeholder theory. The four governance dimensions proposed to organize this tension result from an interpretive synthesis of the literature, still barely tested empirically.
Single exploratory case study (Yin, 2015), with a semi-structured interview with the manager responsible for one phase of a dredging project in Guanabara Bay, complemented by public documentation. Data analyzed through content analysis (Bardin, 2009), supported by Atlas TI software.
The four dimensions do not operate independently, but are organized by a contractual and control logic that treats the social dimension as a constraint to manage, rather than a deliberate governance objective, an emergent code not anticipated by the literature.
Offers initial insights into the practical manifestation of an analytical structure still little explored in the field, suggesting that contractual logic may operate as an organizing mechanism for the four governance dimensions, and bridges agency, stakeholder, and legitimacy literatures.
Offers managers of similar projects practical warning signs, such as the absence of formal stakeholder mapping during conception and reliance on reactive communication channels, which can guide adjustments in future projects aimed at sustaining social legitimacy.