Identificar como as lições aprendidas na gestão de projetos são utilizadas para fortalecer a inovação e as capacidades dinâmicas (sensing, seizing e reconfiguring) no setor de software, fornecendo insumos para o desenvolvimento de um produto técnico-tecnológico.
O estudo inova ao identificar uma assimetria entre os microfundamentos das capacidades dinâmicas, revelando a reconfiguração como um gargalo crítico. Destaca a primazia do fator humano sobre o tecnológico em ambientes digitais para a efetiva renovação organizacional.
Pesquisa qualitativa exploratória e descritiva baseada em 48 entrevistas semiestruturadas com profissionais de empresas de software. Os dados foram submetidos à análise de conteúdo com codificação híbrida no software MAXQDA, garantindo a validade pela triangulação e saturação teórica.
As lições aprendidas sustentam a detecção e o aproveitamento de oportunidades, mas encontram gargalos na reconfiguração estrutural. A inovação resultante é majoritariamente incremental, variando conforme quatro arquétipos organizacionais identificados: maduras, operacionais, startups e fragmentadas.
Contribui com a identificação da assimetria nos microfundamentos das capacidades dinâmicas e a proposição de uma tipologia de arquétipos organizacionais. Demonstra que diferentes níveis de inovação exigem diferentes configurações de capacidades dinâmicas.
Alinha-se aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS 4 e 8) e resultou no software de gestão de lições aprendidas. Oferece aos gestores uma ferramenta de diagnóstico para transformar experiências em rotinas acionáveis e mitigar a perda de conhecimento por rotatividade.
To identify how lessons learned in project management are used to strengthen innovation and dynamic capabilities (sensing, seizing, and reconfiguring) in the software sector, providing inputs for the development of a technical-technological product
The study innovates by identifying an asymmetry between dynamic capability microfoundations, revealing reconfiguration as a critical bottleneck. It highlights the primacy of the human factor over technology in digital environments for effective organizational renewal.
Exploratory and descriptive qualitative research based on 48 semi-structured interviews with software professionals. Data underwent content analysis with hybrid coding using MAXQDA software, ensuring validity through triangulation and theoretical saturation.
Lessons learned support sensing and seizing opportunities but face bottlenecks in structural reconfiguration. The resulting innovation is mostly incremental, varying across four identified organizational archetypes: mature, operational, startups, and fragmented.
Contributes by identifying asymmetry in dynamic capability microfoundations and proposing a typology of organizational archetypes. It demonstrates that different levels of innovation require different configurations of dynamic capabilities.
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Aligns with the Sustainable Development Goals (SDGs 4 and 8) and resulted in the software of lessons learned management It offers managers a diagnostic tool to transform experiences into actionable routines and mitigate knowledge loss due to turnover.