Analisar, a partir da percepção de líderes administrativos, como elementos da cultura organizacional promovem a inovação de processos em empresas calçadistas de grande porte do Vale do Sinos.
O estudo amplia o debate sobre inovação em áreas administrativas, frequentemente associadas à rotina e ao controle, evidenciando como elementos culturais favorecem melhorias em processos administrativos de um setor tradicional e competitivo.
Pesquisa qualitativa e descritiva, realizada em duas empresas calçadistas de grande porte do Vale do Sinos, com oito entrevistas semiestruturadas com líderes administrativos e análise documental complementar, tratadas por análise de conteúdo.
Os resultados indicam que tolerância a erros, autonomia responsável e comunicação orientada à aprendizagem favorecem a inovação de processos. Assunção de riscos e recompensas apresentaram menor força, pois permanecem associadas a controles, metas e desempenho operacional.
O artigo contribui ao contextualizar a cultura de inovação na área administrativa, demonstrando que seus elementos atuam de forma interdependente e que a inovação de processos exige equilíbrio entre controle, aprendizagem, autonomia e comunicação.
Os resultados orientam gestores a criar fóruns seguros para discutir falhas, ampliar autonomia com alçadas claras, transformar comunicação em aprendizagem e reconhecer melhorias incrementais que geram valor para processos administrativos.
To analyze, from administrative leaders’ perceptions, how organizational culture elements promote process innovation in large footwear companies located in Vale do Sinos, Brazil.
The study expands the innovation debate to administrative areas, usually associated with routines and control, showing how cultural elements support process improvements in a traditional and competitive industry.
A qualitative and descriptive study was conducted in two large footwear companies in Vale do Sinos. Data were collected through eight semi-structured interviews with administrative leaders and complementary document analysis, and examined using content analysis.
Findings indicate that error tolerance, responsible autonomy and learning-oriented communication foster process innovation. Risk-taking and rewards showed weaker influence, as they remain linked to controls, targets and operational performance.
The article contributes by contextualizing innovation culture in administrative areas, showing that cultural elements operate interdependently and that process innovation requires a balance between control, learning, autonomy and communication.
The findings guide managers to create safe forums for discussing failures, expand autonomy with clear decision levels, turn communication into learning routines and recognize incremental improvements that generate value for administrative processes.