Objetivo do estudo
Investigar desafios no controle de Portfólios Públicos de Infraestrutura, identificados inicialmente por estudo bibliométrico, validando-os com experiências empíricas de órgãos de controle, a fim de contribuir para aprimorar a governança estratégica e a eficácia das auditorias preventivas.
Relevância/originalidade
Articula lacunas teóricas e realidades práticas, combinando análise bibliométrica e entrevistas com auditores. Oferece abordagem sobre portfólios públicos no Brasil, pela perspectiva dos órgãos de controle, com visão regionalizada do contexto nacional.
Metodologia/abordagem
Realizou-se estudo bibliométrico sobre estratégia em projetos, identificando lacunas teóricas, seguido de pesquisa qualitativa com 46 órgãos de controle Tribunais de Contas e Controladorias estaduais e municipais, por meio de entrevistas abertas e semiestruturadas, para validar e aprofundar os desafios encontrados.
Principais resultados
Três desafios teóricos foram confirmados empiricamente: Stakeholders e Contextos Externos, Governança em Portfólios e Complexidades Institucionais e Intraorganizacionais. No campo, destacaram-se controle predominantemente de conformidade, falhas de planejamento, interferência política e carência de pessoal qualificado, limitando a eficácia da fiscalização preventiva.
Contribuições teóricas/metodológicas
Integra identificação de desafios teóricos a evidências empíricas, avançando o conceito de controle estratégico em portfólios públicos. Fortalece o diálogo entre teoria e prática, apontando a necessidade de novas abordagens metodológicas para auditoria e governança no contexto brasileiro.
Contribuições sociais/para a gestão
Apoia o desenvolvimento de controle mais estratégico e preventivo, reforçando transparência, otimizando uso de recursos e mitigando impactos socioambientais negativos