Este estudo teve como objetivo analisar os impactos percebidos da utilização da Inteligência Artificial na gestão de desempenho organizacional, considerando seus efeitos sobre a percepção de justiça, confiança organizacional, transparência e os desafios éticos envolvidos nos processos de avaliação profissional.
A pesquisa se justifica pela crescente adoção da IA na gestão de pessoas e pela escassez de estudos que investigam, sob a perspectiva dos trabalhadores, seus efeitos sobre justiça, confiança e transparência organizacional.
Pesquisa aplicada, de abordagem qualitativa e natureza descritivo-interpretativa, desenvolvida por meio de pesquisa bibliográfica e de campo, com entrevistas semiestruturadas a sete profissionais, analisadas pela técnica de Análise de Conteúdo de Bardin.
Os resultados indicam percepção ambivalente: a IA contribui para avaliações mais ágeis e objetivas, mas gera preocupações quanto à transparência algorítmica, ao monitoramento constante, à privacidade dos dados e aos impactos psicológicos do controle excessivo.
O estudo amplia a discussão sobre IA na gestão de pessoas ao relacionar aspectos tecnológicos às percepções de justiça organizacional, confiança e ética, contribuindo com evidências qualitativas ainda escassas na literatura nacional recente.
Os resultados auxiliam gestores na implementação mais ética e transparente de sistemas de IA, reforçando a importância da supervisão humana, da comunicação clara e do equilíbrio entre eficiência tecnológica e valorização das relações humanas.
This study aimed to analyze the perceived impacts of Artificial Intelligence in organizational performance management, examining its effects on perceptions of justice, organizational trust, transparency, and the ethical challenges of professional evaluation processes.
The study is justified by the growing adoption of AI in people management and the scarcity of research examining, from workers' perspectives, its effects on organizational justice, trust, and transparency.
Applied, qualitative, descriptive-interpretative research, conducted through bibliographic and field research, using semi-structured interviews with seven professionals, analyzed through Bardin's Content Analysis technique.
Results reveal an ambivalent perception: AI contributes to faster, more objective evaluations, but raises concerns regarding algorithmic transparency, constant monitoring, data privacy, and the psychological impacts of excessive workplace control.
The study broadens the discussion on AI in people management by linking technological aspects to perceptions of organizational justice, trust, and ethics, contributing qualitative evidence still scarce in recent national literature.
Findings support managers in implementing AI systems more ethically and transparently, reinforcing the importance of human oversight, clear communication, and balance between technological efficiency and human-centered workplace relationships.