Descrever o desenvolvimento de um guia técnico-propositivo destinado a apoiar a institucionalização de uma política de maternidade científica na UFRN, articulando diagnóstico, diretrizes, ações e indicadores para promover equidade de gênero e conciliação entre cuidado, estudo e trabalho.
O produto responde às barreiras enfrentadas por mães pesquisadoras, estudantes e servidoras, integrando comunicação, acolhimento, infraestrutura, flexibilização, formação de gestores e monitoramento em uma arquitetura de governança alinhada ao planejamento institucional e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
Pesquisa aplicada, de natureza institucional, fundamentada em diagnóstico com discentes, egressas, servidoras e pesquisadoras, revisão sobre parentalidade e carreira científica e análise dos planos estratégicos da UFRN. As evidências foram traduzidas iterativamente em eixos, ações e indicadores.
O diagnóstico identificou sobrecarga e carga mental, impactos na produtividade, insuficiência de apoio institucional e assimetrias de carreira. O guia resultante organiza seis eixos estratégicos, orientações cotidianas para gestores e indicadores periódicos de implementação e acompanhamento.
O estudo conecta maternidade científica, equidade, gestão pública e governança universitária. Metodologicamente, demonstra como transformar evidências institucionais em requisitos de um PTT, mantendo rastreabilidade entre barreiras diagnosticadas, ações propostas, responsáveis e indicadores de monitoramento.
O guia oferece à UFRN um percurso para converter sensibilização em política institucional progressiva, apoiando decisões, acolhimento e prestação de contas. Pode ampliar permanência, participação e condições equitativas de desenvolvimento e ser adaptado por outras universidades públicas.
To describe the development of a technical-propositional guide supporting an institutional motherhood-in-science policy at UFRN by connecting diagnosis, guidelines, actions, and indicators to advance gender equity and reconcile caregiving, study, and work.
The product addresses barriers faced by researcher mothers, students, and staff by integrating communication, support, infrastructure, flexibility, management training, and monitoring into a governance architecture aligned with institutional planning and the Sustainable Development Goals.
This applied institutional study drew on a diagnosis involving students, graduates, staff, and researchers, a review of parenthood and scientific careers, and UFRN strategic plans. Evidence was iteratively translated into policy axes, actions, and indicators.
The diagnosis identified workload and mental load, productivity impacts, insufficient institutional support, and career asymmetries. The resulting guide organizes six strategic axes, everyday guidance for managers, and periodic indicators for implementation and monitoring.
The study connects motherhood in science, equity, public management, and university governance. Methodologically, it shows how institutional evidence can become technical-product requirements while maintaining traceability among diagnosed barriers, proposed actions, responsible units, and monitoring indicators.
The guide offers UFRN a pathway for converting awareness into a progressive institutional policy that supports decisions, care, and accountability. It can improve retention, participation, and equitable development conditions and may be adapted by other public universities.