O objetivo deste artigo é compreender como profissionais oriundos de posições de liderança corporativa reconfiguram sua identidade na transição para o empreendedorismo, além de fatores que motivam a construção dessa identidade empreendedora.
O artigo é relevante por apontar um intervalo de liminalidade no processo de transição. Ainda há a construção de capital social intercambiável. O estudo piloto se apresenta como uma forma de validar a estrutura para se aprofundar em estudos posteriores.
Trata-se de estudo qualitativo interpretativo, conduzido como piloto de um projeto de doutorado, com três profissionais que transitaram de posições de liderança em grandes corporações para o empreendedorismo.
Considerados em conjunto, os três relatos indicam que a reconfiguração não ocorre por ruptura imediata, e sim por um percurso de quatro fases sustentado por um período prolongado de liminalidade cuja duração é administrada pelo próprio profissional.
A primeira contribuição refina a compreensão da liminalidade. A literatura a define como estado e examina o que ele produz na experiência do indivíduo. A segunda diz respeito ao destino das identidades provisórias que não se consolidam
Para profissionais corporativos que querem empreender, há a sugestão de definição de um marco central de saída. Para mentores, a indicação de inclusão da questão identitária na preparação de transição. Para RH a indicação de intraempreendedorismo nas organizações para fidelização de talentos.
The aim of this article is to understand how professionals coming from corporate leadership positions reconfigure their identities during the transition to entrepreneurship, as well as the factors that motivate the construction of this entrepreneurial identity.
The article is relevant for highlighting a period of liminality within the transition process. There is also the construction of interchangeable social capital. The pilot study serves as a means to validate the framework for further in-depth research.
This is a qualitative, interpretive study—conducted as a pilot for a doctoral project—involving three professionals who transitioned from leadership positions in large corporations to entrepreneurship.
Taken together, the three accounts indicate that the reconfiguration does not occur through an immediate rupture, but rather through a four-phase process sustained by a prolonged period of liminality, the duration of which is managed by the professionals themselves.
The first contribution refines the understanding of liminality. The literature defines it as a state and examines what it produces in the individual's experience. The second concerns the fate of provisional identities that do not become consolidated.
For corporate professionals looking to become entrepreneurs, it is suggested that they define a clear exit milestone. For mentors, the recommendation is to incorporate identity-related considerations into transition planning. For HR, the suggestion is to foster intrapreneurship within organizations to boost talent.